
Ella quería desnudarse y era natural
La luna está una sonrisa nerviosa
Había algo a más, que son los sujetos:
sentir el frío de San Petesburgo
(después del Teatro en el Blanco)
A tão discutida ética jornalística atualmente gira em torno do Jornalismo Online. Discussões importantes no meio jornalístico, com os inúmeros erros das informações, notícias nos portais mais importantes do Brasil. Alguns jornalistas relevam esses erros e culpam o pouco tempo de apuração, mas como diz o código de ética :“ o compromisso fundamental do jornalista é com a veracidade dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela correta divulgação” . O tempo não serve de desculpa. Além de infringir o código de ética tais erros relacionam o portal como mentiroso e a sua veracidade é posta em questão. É ruim para o jornalista e, também, para a pessoa que comanda o portal. As discussões sobre a ética, tão voltadas ao jornalismo digital, às vezes, deixam passar questões pertencentes a televisão e ao meio impresso. Estas discussões não devem ser esquecidas, pois a ética tão comentada no jornalismo digital, deve perdurar nas outras mídias. O meio digital tem a vantagem da discussão, dos fatos ocultados pelos veículos dominantes serem colocados em pauta. É possível discordar, concordar, questionar livremente sobre a veracidade dos fatos. No meio impresso e televisivo não há a possibilidade de questionamentos, os assuntos são colocados a mesa e somos obrigados a engolir, muitas vezes a contra gosto, sem discussão. Conclusão a falta de ética neste meio é maior.
Como exemplo temos a revista Veja desta semana (23 de abril de 2008):
Na capa: Foram Eles! Remetendo ao pai e a madrasta da Isabella. (leia mais aqui)
Pronto! Não precisamos mais de polícia, investigações e do poder Judiciário ...A revista Veja já culpou-os sem uma acusação, sem provas oficiais.
Atenção! As discussões sobre ética devem ser seriamente investigadas neste meio. E não devemos esquecer do Artigo 5°, da Constituição Federal – "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Sabemos que a participação dos políticos na mídia não é de hoje. Ela corresponde o “quarto poder” e é por ela que se escolhe os fatos que serão notícia, o que vai ser comentado nas ruas, as opiniões que serão colocadas à mesa.
A mídia por ter este poder corresponde a área mais atraente por qualquer pessoa que queira se eleger. Por ela é possível acabar com a vida de uma pessoa, ou coloca-la no poder como inúmeros casos que se conhece.
Mesmo sendo proibido políticos serem sócios ou diretores de qualquer meio de comunicação. Sabemos que eles são ou estão acobertados por “laranjas”. A discussão central é como estes políticos poderão mostrar o que realmente acontece sem estar injetado por seu interesse, ou pelo dos outros? Será que a mídia mostra realmente os dois lados? Quais as conseqüências da mídia se envolver com políticos?
A sociedade deve ter o direito de saber qualquer fato que interfira em sua vida e o papel do jornalista é informa-lo respeitando ambos os lados da notícia.

Entrando no capitalismo pela porta dos fundos
Os índios, primeiros habitantes de nossas terras, os donos dela. Eles foram usados pelos colonizadores. Saqueados de suas riquezas, impedidos de sua liberdade, dizimados por crueldade dos seus colonizadores. Não reconhecidos pela população, hoje de maioria não-índio, de seu valor na sociedade e de nossa dívida para com esse povo.
Por muito tempo os índios são considerados brasileiros de segunda ordem, isto quando muito. Sofrem preconceito e falta de oportunidades e muitas vezes o desprezo da sociedade.
Explorados no início da colonização, aculturados e catequizados durante este mesmo processo, ignorados, e só receberam alguma menção na década de 20 do século passado quando o movimento modernista decidiu por torná-lo herói numa busca pela identidade nacional.
Porém o herói, o cavaleiro medieval vestido de penas, não recebeu a gratificação necessária da sociedade. Só voltaram a chamar a atenção quando estavam quase extintos pelas condições subumanas da marginalização, fome e doenças as quais estavam expostos.
Somente assim o Estado resolveu estabelecer tutela sobre esta parcela da população colocando-os em reservas. Estas reservas seriam localizadas em terras da União que, a partir de estudos, estaria próximo ás raízes das tribos a serem protegidas. Nestas terras, os índios deveriam ter condições de se desenvolver e praticar sua cultura original sem interferência do homem branco. Viver em seu estágio natural isolado.
O problema é que a cultura indígena está atrelada á floresta, e nem todas as reservas possuem mata para que os índios possam tiram dela tudo que necessita. Outro problema é que os índios brasileiros, na sua grande maioria eram nômades, como fixá-los em uma porção de terra apenas?
No caso específico dos guarani, não só as dificuldades em se manter na reserva, mas há também um problema de ordem religiosa. Existe uma cultura de buscar a “terra sem males”, o que pode explicar parte do processo migratório deste povo.
A vida nas reservas não é fácil. A Funai dispõe de muito poucos recursos para manter os índios. Apesar de receberem assistência médica (Fundação Nacional da Saúde – Funasa), e sementes para o plantio, isso não é suficiente para manter os indígenas.
Numa releitura dos papéis sociais desempenhados, os índios vêm aos grandes centros comercializar seu artesanato, sua forma de expressão artística. Cerâmica, cestos de palha, animais entalhados. Em épocas de efervescência no comércio (próximo a datas comemorativas comerciais) os indígenas se dirigem aos centros urbanos próximos.
Numa situação de quase mendicância, sentados no chão com seus produtos expostos, sem lugar específico para pernoitarem, contando com a boa-ação da população, os índios se submetem para conseguir sobreviver. Apesar disto, para a índia guarani Fermina de 23 anos, a cidade é melhor que a reserva.
A explicação para isso, segundo o professor André Soares, é que a cidade encanta o índio. É preciso ressaltar que não devemos olhar o índio com o olhar ocidental, e nem esperar que o índio veja o “nosso mundo” com uma visão ocidentalizada. A cultura do trabalho que nós temos não é compartilhada pelos índios. Eles se iludem que, como vêem na cidade as pessoas bem vestidas, e aparatos eletrônicos, entre outros, será fácil conseguir chegar a este status.
Eles vêm vender seu artesanato, que hoje atende mais a demanda dos compradores, onde são feitos objetos que não fazem parte da cultura guarani, ou cestos tingidos de cores que não são encontradas na floresta. A venda de sua arte tornou-se uma tentativa de inserir-se no capitalismo que rege o “mundo branco”. Porém o processo de entrada neste mundo é feita pela “porta dos fundos”. Comércio ambulantes, baixo valor agregado das mercadorias e todos os fatores que levam o índio a ser marginalizado pela sociedade.
Inserir o índio no contexto da sociedade atual ou resguarda-lo nas reservas e garantir que o índio não tenha mais contanto com o mundo ocidental, garantindo que volte ao seu modo de vida original? Não é possível responder a esta pergunta sem uma grande discussão envolvendo todas as parcelas da sociedade. Uma coisa é certa, os índios não são mais os mesmo, mas continuam índios. O processo de interação com outras culturas lhes trouxe coisas novas. Algumas positivas, outras negativas.
Seria o equivalente ao processo de globalização que enfrentamos se por um lado temos contato com outras culturas e somos influenciados por elas, por outro nos esforçamos para manter nossas tradições e hábitos, ás vezes até fortalecendo nossos laços com eles, visando manter nossa identidade.
" Não sei porque existe história. Não é uma coisa prática da vida."

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