quinta-feira, dezembro 31, 2009

hoje eu saio de mãos dadas com Dionísio



luzes, cores e sabores
os ouvidos mergulhados dentro d'agua
pensamentos indo e vindo dentro do meu corpo
as memórias sendo limpas
as luzes azuis e amarelas piscando por detrás dos meus olhos
sabor da cerveja gelada limpando a garganta
e o álcool? o álcool me levando por detrás das lembranças
hoje? hoje eu só quero dançar comigo e sair de mãos dadas com Dionísio



[el ojo_Salvador Dalí ao som de Bangers And Mash_Radiohead]

quarta-feira, dezembro 30, 2009

sensações

um banho gelado
um picolé de kiwi
e
hoje a lua está linda

terça-feira, dezembro 29, 2009

A menina no país das maravilhas

O que você é para mim?

Tem alguém aí?

O que eu sou para você?

Pode falar!

Qualquer coisa que disser não estará errado

Aqui nem tudo é tão rígido

Venha! você pode correr até chegar a lugar nenhum

Fazer longas caminhadas através das lembranças

transformar a vida em pequenas ilusões,

pequenos roteiros quase-reais em que você faz parte de todos.

Versões imaginadas como histórias fantasiosas

presas e amarradas para dentro de mim e de você

Aqui você faz eu desfaço,

Crie! Eu enfeito

Transformo uma ilusão em uma linda história com muitos começos e finais.

E você me pergunta

- como se encena esta peça? coloco o figurino e falo o texto?

Eu digo

-não! - Apenas......se jogue e pense qual versão você escolhe.

sábado, dezembro 26, 2009

100- PIEGAS



Às vezes queremos tentar entender o que não pode ser entendido ou compreendido por nós.
São estas coisas sem sentido que nos despertam, e ao mesmo tempo nos deixam angustiados. Porque nos é imposto querer ter o controle de tudo.
Tratar o amor, por exemplo, como algo passível de ser conceituado é burrice. Ora! Colocar o amor
num relacionamento para atingir alguma expectativa futura. [Existe expectativas?]
Como entender que há coisas que precisam apenas ser vividas. É difícil entender isso no contexto social em que a gente nasceu, que acreditamos ser o certo. O nosso padrão de vida judaico-cristão-ocidental-capitalista nos diz que precisamos de um parzinho, possuir aquela pessoa para nós. Sim! pensamos que ela deve nos servir e vice-versa.
Ora! temos que valorizar o sujeito e voltar para nós mesmo, não esperar que relacionamentos nos tragam a felicidade plena. Até porque isso é uma ilusão. Ame simplesmente por amar.

quinta-feira, dezembro 24, 2009


“Pós-Tudo”, de Augusto de Campos


do viver organizado para o florescimento individual


sábado, dezembro 19, 2009

segunda-feira, dezembro 14, 2009

depois



Dezembro, sim chegou o fim do ano...
apesar de não ter sentimentalismos com o Natal o fim do ano sempre traz algo de bom
-as férias! Aproveitar e exercer o ócio criativo e colocar todas as leituras e filmes que deixamos de ler e ver ao longo do ano em dia!

Deixo aqui meu recado de Feliz Natal! com uma gravura de Vital Lordelo um cara que conheci na oficina de cartaz do Macondo Circus, agora em dezembro. Ele foi o responsável por me fazer conseguir produzir um cartaz artístico e mostrar toda a minha [não] habilidade manual [se isso é possível] e, também, por uma uma calça manchada de nanquim vermelho [que é bem mais a minha cara].


nossos cartazes sendo expostos na garagem do Macondo Lugar ! [tenso]

quinta-feira, novembro 26, 2009

domingo, novembro 15, 2009

segunda-feira, novembro 09, 2009

banho

há quem diga que eu penso de mais, outros que eu penso de menos.
para uns falo de mais, para mais tantos de menos.
na verdade as coisas da vida são meio reais e meio invenções.
palavras apenas significam um pequeno e minúsculo ponto num instante, e que jamais, mesmo com toda comunicação, poderemos expressar a nossa infinidade de percepções. Quando abro a boca para ti no instante seguinte já sou outra.
Viver na linha ténue do que sou eu e do que sou eu no mundo

sábado, outubro 31, 2009

traia

eu quero, na verdade, eu preciso.
preciso que me devolvam a minha vontade de amar.
que esqueçam de conceitos, tabelas, planilhas. parem de colocar minhas coisas numa caixa.
parem de inventar meios, métodos e soluções
há quem diga da minha passionalidade, e outros da minha frieza.
quero que me ajudes a me entender
me equilibre.

terça-feira, outubro 27, 2009

voe


um dia acordei e vi que nada importa
o silêncio me consumiu, mas não para me tirar a vida
ele veio para me trazer o que devo pensar.
a sombra da árvore. o sabor do café. o samba. o rock. o sexo.
a intuição dos sentidos nos provoca o instinto do querer.
a mente sabe o que queremos ou adestramos ela para que os outros não pensem que não prestamos?
o que somos? o que pensamos ou o que sentimos?

segunda-feira, outubro 12, 2009

ZEITGEIST


Zeitgeist

para quem não sabe Zeitgeist (para assistir) é um documentário que mostra toda a ligação Religião-bancos-terrorismo e dominação. na verdade o documentário vai muito mais além. Desafia você a pensar e se questionar.


sexta-feira, outubro 09, 2009

sabe....


sabe aqueles dias em que você acorda cansada da mesmice!
e pensa...nossa! hoje poderia acontecer algo extraordinário!
Alguém poderia me fazer uma surpresa!
ou me contar algo inesperado...ou até me contar algo que eu já sabia.
poderiamos sair para dançar na chuva, brincar de guerra de areia.
planejar uma fuga....

Estou torcendo que hoje seja um dia desses

domingo, outubro 04, 2009

da falta de tempo

penso...(sim eu penso demais...)

esses dias estava a pensar....

A nossa vida "pós-moderna" não temos tempo para nada, não paramos um minuto. Isso causa a falta de tempo para pensarmos sobre a nossa condição. A automatização e a falta de auto conhecimento causa o que para nós? Frustração e raiva.
Devemos em primeiro lugar nos conhecermos. Buscar a sabedoria e aplicarmos isso durante a vida. A falta de tempo aliena a verdade e nos transforma em máquinas.
Pare e volte-se para si. Ali que encontraremos a realidade. Tenha um tempo para se entender.
Quando passarmos a fazer isso poderemos entender as nossas ações. Teremos a possibilidade de encontrar as nossas verdadeiras buscas ao longo de nossas vidas.



Bom! medite sobre isso e boa viagem!





domingo, agosto 30, 2009

Flor do Catu: território e resistência indígena no Rio Grande do Norte















Uma Flor da Palavra desabrocha na comunidade do Catu através de reflexões sobre a cultura, história, resistência e fazeres indígenas latino americanos, em oficinas, vivências, artes e técnicas livres, a ser realizada de 27 a 28 de agosto de 2009 na Escola Municipal João Lino da Silva em Canguaretama, Rio Grande do Norte. A proposta é a invenção de laços de comunicação e solidariedade entre a comunidade e o resto do planeta. Um desses laços solidários é com o Acampamento do MST José Martí, há 4 anos na beira da BR-101, no mesmo município, também sendo sufocado pelo agronegócio predatório.

O estado do Rio Grande do Norte não possui comunidades indígenas reconhecidas. Isto porque os indíos e índias da região sofreram com mais virulidade a pressão da miscigenação cultural e limpeza étnica desde os primórdios da colonização brasileira. Região central de uma extensa área indígena rebelde, que servia de refúgio para muitas das tribos que iam contra o sistema mercantilista, tornaram-se alvo de grande repressão militar por parte da ordem vigente: constantes levantes e alianças entre colonizadores e índios, sujas conspirações entre as diferentes tribos que levaram à quase total dizimação dxs índígenas da região. Estabelecida a tecnocracia dos engenhos de cana, modernizados em grandes usinas de "bio" combustíveis, a dominação política consolidou-se com a chegada da base aérea estadunidense na cidade de Parnamirim, próximo a Natal, no ano de 1941, agravando ainda mais a exploração da natureza e da humanidade local. Literalmente, prostituiram o restante das descendentes potiguare/as.

Após mais de 100 anos de silêncio oficial, nos quais estas populações foram dadas como extintas, desde junho de 2005, diferentes grupos étnicos reivindicam sua identidade indígena no estado: Eleotério do Catu de Canguaretama, Mendonça do Amarelão de João Câmara; Caboclos de Açu; Comunidade de Banguê e Trapiá, também em Açu; Comunidade de Sagi. Apesar do etnocídio, ou da tática do desaparecimento para não serem mortxs, configuram culturas altamente resistentes e em processo de constante recriação. Uma destas recriações será a Flor do Catu.

segunda-feira, agosto 17, 2009

segunda-feira, julho 06, 2009

do enem

depois do Reuni, da diploma, agora a grande discussão é sobre o novo Enem. Acho que o Enem é um importante passo para alguma mudança educacional, e como, é sempre difícil agradar gregos e troianos. Uma mudança é sempre acompanhada de muitas discussões e receio.
Bom, acredito que a forma de avaliar do Enem é mais interessante que a dos vestibulares tradicionais. O Enem avalia diferenciado, como por exemplo, o raciocínio do aluno. Já nos vestibulares atuais as instituições elaboram uma prova de decoreba. Ou seja, quem decorou mais, leva a vaga.
O aluno deve ter um completo entendimento da matéria e onde isso pode ser encaixado com a sua realidade. Então o Enem vai lá e usa o cotidiano para elaborar suas provas e mostra para ele que aquilo não foi estudo em vão.
Não entendo a preocupação das universidades com a substituição do vestibular tradicional para o Enem.

domingo, junho 21, 2009

DO DIPLOMA

Depois de anos sem postar... Vim expor minha opinião sobre a polêmica da obrigatoriedade do diploma.

Depois da decisão do STF vi meus colegas apavorados, sem chão e sem rumo. Já tinha em minha cabeça que se ocorresse isso a profissão não iria terminar e que quase nada iria mudar. Continuará jornalistas construindo matérias e especialistas com as suas colunas.
Hoje temos uma realidade diferente do jornalismo do que 40 anos antes (quando foi exigida a obrigatoriedade do diploma em plena ditadura militar: coincidência?) as redações exigem que o profissional domine todas as mídias possíveis. Um pouco de diagramação, de fotografia, de internet, enfim um profissional completo. As faculdades de hoje, acredito, dão todas estas noções (lembrem-se: noções). Assim, duvido que alguma empresa conceituada coloque em jogo a sua reputação e contrate uma pessoa que não domine as técnicas (hoje as redações não têm tempo para treinamentos.) .
E discordo totalmente de ministro que acredita que jornalismo não precisa ter formação academica. Acho ao contrário, será que toda a teoria que aprendemos é inútil, claro que não. Aliás é a teoria que nós leva a ter uma visão critica de nossa própria profissão e não ficarmos no automático.

Colegas! Respirem fundo. A profissão não terminou.