domingo, junho 21, 2009

DO DIPLOMA

Depois de anos sem postar... Vim expor minha opinião sobre a polêmica da obrigatoriedade do diploma.

Depois da decisão do STF vi meus colegas apavorados, sem chão e sem rumo. Já tinha em minha cabeça que se ocorresse isso a profissão não iria terminar e que quase nada iria mudar. Continuará jornalistas construindo matérias e especialistas com as suas colunas.
Hoje temos uma realidade diferente do jornalismo do que 40 anos antes (quando foi exigida a obrigatoriedade do diploma em plena ditadura militar: coincidência?) as redações exigem que o profissional domine todas as mídias possíveis. Um pouco de diagramação, de fotografia, de internet, enfim um profissional completo. As faculdades de hoje, acredito, dão todas estas noções (lembrem-se: noções). Assim, duvido que alguma empresa conceituada coloque em jogo a sua reputação e contrate uma pessoa que não domine as técnicas (hoje as redações não têm tempo para treinamentos.) .
E discordo totalmente de ministro que acredita que jornalismo não precisa ter formação academica. Acho ao contrário, será que toda a teoria que aprendemos é inútil, claro que não. Aliás é a teoria que nós leva a ter uma visão critica de nossa própria profissão e não ficarmos no automático.

Colegas! Respirem fundo. A profissão não terminou.

2 comentários:

Paulo Vilmar disse...

Carol!
Imagine alguém saindo da 3a série do ensino médio, de forma alguma terá capacitação para entender a complexidade diária da mídia! É importante a plena adequação do curso com a linguagem do que vem acontecendo, os cursos serão cada vez mais importantes, imagine contratar alguém que não tem noção da linguagem específica! MUito pouco mudará e o que mudar, pode ter certeza, será para melhor!
A profissão não só não morreu, como torna-se mais forte!
Beijos

Muitas palavras disse...

Os cursos de Jornalismo em si não^dão base de formação humana para o acadêmico. Ao invés de me dedicar ao curso de jornalismo, preferi terminar o de administração primeiro, pensando que esse seria de menos valor. Mas a profissão não termina, ela se transforma. Hoje para emitir opinião basta ter um blog, e não é preciso de diplomas para isso. A informação hoje não pertence mais às grandes midias como pertencia há algumas décadas. Hoje você busca no youtube, no google, nos videos, na internet inteira soluções para as suas dúvidas. Há mais universidades, mais livros, mais informação que viaja o globo. Por isso hoje a concorrência é maior entre formadores de opinião (dai a necessidade de se atualizar, crescer, estudar) para ter um mercado de leitores) Não é qualquer um, com alguns anos de faculdade de jornalismo que pode ser considerado bom para ter um jornal ou falar para mil ou 10 mil leitores. O que achas?

Fellipe
Florianópolis
ps: larguei unisul em 2003